02/12/2011
01/12/2011
39º Congresso da UBES
Quinze, dezesseis,
dezessete anos de idade, nunca é cedo demais para começar a questionar os
problemas do país ou do mundo, pintar as caras ou participar de uma campanha na
internet, montar um grêmio, debater, ouvir e ser ouvido. Para isso, cerca de
cinco mil jovens, estudantes de escolas de todos os estados do país, reúnem-se
em São Paulo entre os dias 1 e 4 de dezembro (quinta a domingo) no 39º
Congresso da UBES (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas).
Com o tema “Todos por
uma educação do tamanho do Brasil”, o congresso acontece no Expo Center Norte
e, além desse assunto, terá discussões sobre drogas, saúde dos
jovens,desenvolvimento do país, mobilidade e transporte para os estudantes,
meia-entrada em eventos culturais e também na Copa do Mundo de 2014. Os
estudantes também irão eleger o novo presidente da UBES e decidir os rumos da
atuação da entidade para os próximos anos.
Segundo o atual
presidente, Yann Evanovick, o encontro acontece “em um momento decisivo para
maiores mudanças na educação brasileira”. Atualmente a UBES, em parceria com a
UNE, realiza a campanha #educação10, por mais verbas investidas no ensino
público do país.
CONVIDADOS
Entre
os convidados que irão debater com os estudantes estão Malvina Tuttman, um dos
principais nomes do ministério da Educação e presidente do INEP (Instituto
Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais); o religioso e líder do movimento
negro Frei Davi e Fernando Grostein, diretor do filme “Quebrando Tabu”,
documentário que aborda a problemática das drogas e tornou-se famoso pela
participação do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
A abertura do congresso, marcada para as 20hrs, terá o tema “30
anos de reconstrução da UBES… e ainda tem gente que diz que isso é coisa de
criança” e contará com a presença do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.
No dia, também ocorrerão homenagens a importantes personalidades da
vida nacional que começaram sua trajetória dentro da UBES. Entre os
ex-militantes do movimento secundarista no Brasil estão desde a presidenta Dilma
Rousseff ao ex-ministro da cultura Juca Ferreira, assim como aos ex-presidentes
da entidade: Ismael Cardoso (2007-2009); Marcelo Gavião (2003-2005); Carla
Santos (1999-2001);Juana Nunes(1997-1999); Joel Benim (1993-1995); Antônio
Parente e Mauro Panzera (1992-1993); Altair Lebre (1987-1988); Apolinário
Rebelo (1983-1984).
28/11/2011
Pesquisa Datafolha sobre Divisão do Pará
Criação do estado do Tapajós:
Sim: 30%
Não: 61%
Não sabem: 9%
Criação do estado do Carajás:
Sim: 31%
Não: 62%
Não sabem: 7%
Foram ouvidos 1.015 eleitores, entre os dias 21 e 24 de novembro.
Não: 61%
Não sabem: 9%
Criação do estado do Carajás:
Sim: 31%
Não: 62%
Não sabem: 7%
Foram ouvidos 1.015 eleitores, entre os dias 21 e 24 de novembro.
Surrupiado do Blog do Bacana
17/11/2011
O detestável público
Dizem os pessimistas que a política é
um circo – de horrores, talvez. Pois estão errados, e a culpa é, em grande
parte, do público.
No circo, a plateia é chamada de
“respeitável público” e faz por merecer o tratamento. Ela come pipoca, bate
palmas, ri do palhaço, arregala os olhos quando o leão entra no picadeiro,
suspira com os volteios da trapezista, de pernas esguias e biografia misteriosa.
No circo, o público é família. Mesmo no circo romano, o Coliseu, os
espectadores costumavam se dar algum respeito – e eram respeitados pelo
imperador, que, vez ou outra, consultava o povo sedento de sangue para saber se
um gladiador imobilizado pelo oponente deveria ou não deveria ser executado na
arena. Os lutadores e o soberano se dobravam às predileções da turba, que não
estava lá para contemplar mesuras e boas maneiras. De sorte que até mesmo ali,
a seu modo rude e animalesco, o público era respeitável.
A política de nossos dias não é um
circo, nem mesmo de horrores: ela é pior, e isso não porque os políticos
desrespeitem o público, mas porque o público abdicou do próprio respeito. Às
vezes temos a sensação de que o público em nome do qual se faz a tal política é
repugnante, talvez mais do que as pequenas multidões que gargalhavam quando a
cabeça dos nobres tamborilava aos pés da guilhotina, no terror da Revolução
Francesa. O público é detestável.
Na semana passada, tivemos mais uma
prova abrasiva dessa verdade. Imediatamente após a divulgação da notícia de que
o ex-presidente Lula contraiu câncer na laringe, entrou em atividade, na
internet, um vulcão de baixarias preconceituosas, ofensivas, injuriosas, para
agredir um ser humano que adoeceu. Nas redes sociais, um grupo lançou uma
campanha para tripudiar. Entre outras maldições, sentenciaram Lula a ir
procurar seu tratamento no SUS, e proclamaram: “É melhor ele continuar vivo,
ainda que sem voz, e parar de envenenar o mundo com suas palavras ignorantes”.
É claro que não podemos generalizar:
não é a totalidade dos frequentadores das redes sociais que se comportam como
hienas histéricas, como urubus descompensados, como trogloditas virtuais. Mas é
claro, também, que são muitos. São milhares. Tanto que se tornou impossível
ignorá-los. Eles constituem um sintoma grave – sintoma em todos os sentidos, do
farmacológico ao psicanalítico – em que o ódio de classe atropela o debate das
ideias.
Sim, ódio de classe. Quem manda Lula
ir se tratar no SUS declara ódio contra Lula e também contra o SUS, contra a
lei, contra tudo o que guarde uma reminiscência de assistência social e de
pobreza. Esse discurso reedita a velha máxima brasileira: “Aos amigos tudo, aos
inimigos, a lei”. Traduzindo: o SUS é a lei, e a lei só pode fazer mal; o SUS é
como as penitenciárias; todo serviço público é odioso. Essa gente se recusa a
admitir que, no SUS, muitos de nós já nos tratamos com sucesso, nem que tenha
sido uma única vez na vida, embora a administração pública ainda padeça os
males causados pelos ladrões e pelos parasitas incompetentes. Essa gente se enfurece
porque Lula foi atendido num hospital de elite, mais ou menos como a personagem
caricata da novela das 9, Tereza Cristina, se destempera, aos urros, porque a
ex-pobretona Griselda ganhou na loteria e comprou uma casa no mesmo condomínio
de luxo em que ela, a afetadíssima Tereza Cristina, tem sua mansão. O
detestável público que agora insulta Luiz Inácio Lula da Silva é uma massa
ignara de Terezas Cristinas esbravejantes, defendendo aos tapas seu condomínio
imaginário. Condomínio que, honestamente, é uma favela moral de palácios com
vidro à prova de bala (o SUS é melhor, inclusive para a saúde).
Antes falávamos do câncer e da aids
como metáforas de fenômenos menos visíveis. Agora somos forçados a decifrar, na
internet, de onde vem a metáfora do ódio e, pior, para onde ela aponta. Um
câncer de laringe num líder populista é metáfora? Evidentemente, sim, mas a
fúria espalhafatosa que ele atrai é presságio de doença mais preocupante.
Faz décadas, Nelson Rodrigues caçoou
de Otto Lara Resende atribuindo a ele uma frase que se tornaria célebre: “O
mineiro só é solidário no câncer”. Naquele tempo, o público ia ao teatro. Hoje,
o público não sabe o que é solidariedade. Nem no câncer. Se ele não se der ao
respeito, não haverá mais política. O debate de ideias sucumbirá ao desejo de
exterminar o outro. E a voz do povo será a voz da treva.
EUGÊNIO BUCCI é jornalista e professor da ECA-USP
16/11/2011
Congresso da Juventude do PT em defesa de Nogueira
Moção de apoio ao
Mandato petista do prefeito de Santana-AP
Em 2005 assumiu o
governo municipal de Santana-AP o jovem petista Antonio Nogueira, fruto de uma
intensa luta contra forças conservadoras que governavam aquele município, o
segundo mais importante do Amapá, mas com ausência de políticas públicas
inclusivas da população local, acabando com anos de domínio da direita
conservadora. A luta do companheiro agora prefeito foi pautada no
movimento popular, nascido no ventre do movimento estudantil, juntamente com os
companheiros do PT de Santana-AP e hoje está sendo ameaçada por um golpe
orquestrado dentro do parlamento municipal local, estando na linha de frente os
partidos historicamente contrários as bandeiras de lutas do PT e do povo
brasileiro: PSDB, DEM e PPS.
Justamente agora
com os avanços sociais conquistados e com a possibilidade eminente de sucessão
por parte do PT, os vereadores de oposição querem tirar do poder via cassação
de mandato e sem sustentação legal e com clara intenção de “tirar na marra” do
povo santanense um mandato democrático e popular, com clara intenção da
subtração vergonhosa da soberania do povo.
Os delegados ao II
Congresso Nacional da Juventude do PT vêm repudiar a manobra em que os
vereadores de oposição ao governo petista de Santana-AP tentam tirar do poder o
jovem prefeito Antonio Nogueira, cuja atuação permitiu a vitória com a força do
povo por dois mandatos consecutivos, um marco na história do PT do Amapá.
Brasília-DF, 15 de novembro de 2011
II Congresso Nacional da juventude do
PT
PSOL-AP defende amplas alianças para 2012
O III Congresso do PSOL no Amapá consolidou a posição de ampliar
o arco de alianças do partido, defendida por suas principais lideranças no estado, o senador Randolfe Rodrigues e o vereador
Clécio Luís. Com 33 delegados ao congresso nacional do partido, em dezembro, o
Amapá pode ser determinante na nova política de alianças do PSOL para 2012.
Randolfe e Clécio defendem um campo que vai do PT ao PSTU. Aos grupos mais
radicais do PSOL, que não concordam com a ampliação, Randolfe respondeu em
discurso: “Vocês tem que aprender que é possível ser flexível na tática se
tiver firmeza e convicção nos princípios”.
Eleito senador com 203 mil votos, Randolfe enfrentou uma
verdadeira batalha interna no PSOL em 2010 para sustentar aliança com o PTB.
Ouviu de um dos radicais: “Pra que serve mandato conquistado com esse tipo de
aliança?”. A resposta veio na abertura do III Congresso, sábado (12): “Serve
para fazer a disputa programática pela presidência do Senado; serve para
aprovar 10% do PIB para educação no Brasil; serve para devolver ao povo do
Amapá o orgulho de se ver bem representado; serve para combater a corrupção…”,
discursou emocionado o senador.
Historiador e ex-líder estudantil, Randolfe foi buscar no Hino
da Internacional Socialista o trecho que sustenta sua defesa por alianças:
“Para não ter protestos vãos, para sair deste antro estreito, façamos com
nossas mãos tudo o que a nós nos diz respeito”. O papel de Randolfe e Clécio
será decisivo para que o PSOL possa dar passos mais largos a partir de 2012 em
todo o Brasil. A relutância em aceitar alianças em 2010 foi responsável, por
exemplo, pelo recuo da candidatura de Clécio a deputado federal.
A mesa de abertura do III Congresso do PSOL no Amapá teve como
convidados o deputado federal Evandro Milhomem e o secretário de esportes Luiz
Pingarilho do PCdoB, a vereadora Adriana Ramos do PTC, além de outros
presidentes de partidos e lideranças sociais. Os debates acalorados contaram
com aval do presidente nacional do PSOL, Afrânio Boppré e do deputado federal
por São Paulo, Ivan Valente. Para Randolfe e Clécio mudar a política de
alianças do partido será determinante para a real disputa por prefeituras em
2012.
15/11/2011
14/11/2011
Projeto Tambor no Quilombo é socializado com a comunidade da APA do Curiaú
Dar visibilidade às potencialidades
turísticas local, valorizando a história e a cultura da comunidade do Curiaú em
seu Centro Cultural é o objetivo do projeto "Tambor no Quilombo: Turismo,
Meio Ambiente, Cultura e Arte", promovida pela Secretaria de Estado do
Turismo (Setur).
Neste ano, o governo do Estado
revitalizou o Museu e o Centro de Cultura, cuja proposta é reunir nos locais,
em um evento mensal, as comunidades quilombolas e artistas com apresentações de
marabaixo, batuque, samba, capoeira, entre outras.
De acordo com o técnico da Setur,
Rômulo Rocha, esse será um mecanismo usado para promover ações de educação
ambiental na Área de Proteção Ambiental (APA) do Curiaú, além de resgatar e
valorizar os hábitos e costumes do povo da localidade.
O projeto contará com o apoio das
Secretarias de Estado do Meio Ambiente (Sema), da Cultura (Secult), da
Comunicação (Secom), da Indústria, Comércio e Mineração (Seicom),
Extraordinária de Políticas para Afrodescendente (Seafro), Serviço Nacional de
Aprendizagem Comercial (Senac) e Associação dos Moradores do Quilombo do
Curiaú.
Antecipação do evento
Era para o projeto ser colocado em
prática a partir do dia 26 de novembro, por motivos de coincidências de outros
eventos a serem realizados nessa mesma data, houve a antecipação para o dia 19
deste mês. A expectativa é que atraia um público de cinco mil pessoas, entre
estudantes, turistas, professores e população em geral.
Socialização
Técnicos da Setur irão discutir o
projeto "Tambor do Quilombo" com a comunidade da APA do Curiaú nesta
segunda-feira, 14, a partir das 17h, na Escola Estadual José Bonifácio,
localizada dentro da comunidade.
Anselmo Wanzeller/Secom
Ô coisa boooaaaa....
Uma Coca-Cola bem gelada com uma rodela de limão naquele dia de calor infernal...
Não tem nada melhor!!!
Bafond
Eleição na Federação das
Indústrias do Amapá – Fiap, está sendo no melhor estilo Preta Gil: babados,
confusões e gritarias.
Na última sexta-feira, a
presidente, deputada Telma Gurgel, – que tem o filho como candidato a
presidente para o próximo mandato, e uma empresária de Santana que disputa a
presidência (‘Josi Rocha’, esposa de Rosemiro Rocha) quase chegam às vias de
fato (Fight).
Teve agatanhada.
Surrupiado do Blog da
Alcilene
07/11/2011
Número de matrículas em graduação aumenta 110% em nove anos
O número de brasileiros que se matriculou no ensino superior mais que dobrou nos
últimos nove anos, de acordo com dados do Censo da Educação Superior
2010 divulgados nesta segunda-feira (7).
Na última década, de 2001 a 2010, o Brasil registrou um crescimento de 110,1% em matrículas de graduação. Isso quer dizer que o país tinha, até o ano passado, pelo menos 6,38 milhões de estudantes de ensino superior, o que representa um aumento de 7,1% em relação ao ano de 2009.
Os dados, levantados pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), mostram que o país tinha 29.507 cursos de graduação presenciais e a distância, oferecidos por 2.377 Instituições de ensino superior em 2010.
Fernando Haddad, ministro da Educação, afirmou durante entrevista na tarde desta segunda-feira que os resultados do Censo mostram o avanço do ensino superior no país.
- O resultado é muito positivo, sobretudo porque ele prenuncia o cumprimento das metas previstas para 2020. Mantido o ritmo da década anterior do ponto de vista do crescimento da matrícula e da melhoria das instituições de ensino.
Para Haddad, os números representam o cumprimento de uma meta e, possivelmente, "a melhor década".
Na última década, de 2001 a 2010, o Brasil registrou um crescimento de 110,1% em matrículas de graduação. Isso quer dizer que o país tinha, até o ano passado, pelo menos 6,38 milhões de estudantes de ensino superior, o que representa um aumento de 7,1% em relação ao ano de 2009.
Os dados, levantados pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), mostram que o país tinha 29.507 cursos de graduação presenciais e a distância, oferecidos por 2.377 Instituições de ensino superior em 2010.
Fernando Haddad, ministro da Educação, afirmou durante entrevista na tarde desta segunda-feira que os resultados do Censo mostram o avanço do ensino superior no país.
- O resultado é muito positivo, sobretudo porque ele prenuncia o cumprimento das metas previstas para 2020. Mantido o ritmo da década anterior do ponto de vista do crescimento da matrícula e da melhoria das instituições de ensino.
Para Haddad, os números representam o cumprimento de uma meta e, possivelmente, "a melhor década".
- O
aumento no número de matrículas significa um incremento muito forte na década.
Nos últimos dez anos, nós mais que dobramos o número de universitários no país.
Talvez tenha sido a melhor década do ponto de vista de acesso à educação
superior em termos relativos e absolutos. É um cumprimento da meta. O
presidente Lula tinha uma promessa de dobrar o ingresso nas universidades
federais em oito anos. Nós superamos isso. Passamos de 148 mil em 2002 para
mais de 302 mil em 2010.
A meta do governo, incluída no PNE (Plano Nacional de
Educação), é atingir 10 milhões de matrículas até 2020.
Para o secretário de Ensino Superior do MEC, Luiz Cláudio
Costa, o crescimento das matrículas deverá ser maior nos próximos anos. Isso
porque, segundo ele, a expansão das vagas nas universidades federais, iniciada
em 2007, ainda não se consolidou.
- Esses programas já garantiram um aumento, mas ele será ainda maior nos últimos anos. O alicerce está perfeito e as coisas estão caminhando dentro de um projeto estruturado.
- Esses programas já garantiram um aumento, mas ele será ainda maior nos últimos anos. O alicerce está perfeito e as coisas estão caminhando dentro de um projeto estruturado.
Surrupiado do R7
Guerra declarada no Pará
Agora é pra valer a partir da próxima
sexta começa a campanha na rádio e na TV para o plebiscito sobre a divisão do
Pará. A campanha na mídia será uma verdadeira guerra pelos que lutam pelo
território paraense unido e os que defendem os novos Estados. Munição é o que
não falta para as duas frentes. Marketólogos se muniram de suas melhores
campanhas para ganhar a guerra.
O resultado dessa luta com tendência de ser tão gigante quanto a dimensão do
Pará será contado nas urnas, no dia 11 de dezembro, quando a população vai
dizer sim ou não à divisão e aos Estados do Carajás e Tapajós.
Surrupiado
do Blog do Bacana
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